terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Saudades do Fokker 100

Entre 1975 e 1999, o Governo Brasileiro subsidiava a aviação regional, através do SITAR - Sistema Integrado de Transporte Aéreo Regional.
PT-MRG da TAM - SBLO/LDB (foto: Jonas Liasch)
Nessa época, cada empresa regional só podia atuar em uma área territorial específica. A Rio-Sul, subsidiária da Varig, atuava na Região Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto a TAM atuava nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

O Aeroporto de Londrina, situado no Norte do Paraná, era um dos poucos que recebiam mais de uma empresa regional, pois tanto a TAM quanto a Rio-Sul nele operavam, com aeronaves turboélice Fokker 27 e Embraer Brasília.

No início da década de 1990, o Comandante Rolim Amaro, dono da TAM, começou a usar jatos holandeses Fokker 100 no transporte regional, o que foi uma novidade absoluta. Na verdade, Rolim acabou subvertendo o conceito de aeronave regional, pois a  TAM passou a concorrer diretamente com os jatos das empresas domésticas e passou a operar em Congonhas, de onde os jatos foram banidos desde 1985. A Rio-Sul, para não ficar atrás, colocou rapidamente em operação jatos Boeing 737-500.

Um dos primeiros aeroportos a receber os Fokker 100 da TAM foi o Aeroporto de Londrina, por sua situação estratégica como ponto de interseção entre os "territórios" da TAM e Rio Sul.

A partir de 1999, a TAM começou o processo de substituição dos Fokker 100 pelos Airbus A319 e A320, e aos poucos os Fokker 100 foram desaparecendo dos céus de Londrina, até serem completamente substituídos no final da década de 2000.

A foto acima data de domingo, 17 de junho de 2005. Foi prejudicada pelso vidros sujos do restaurante e tem baixa resolução, uma limitação da câmara, mas ilustra bem a aeronave em Londrina. Pode-se ver a LPU - Low Pressure Unit, que supria ar comprimido para a partida dos motores, através de uma grossa mangueira de borracha reforçada.

A TAM não foi a única empresa a operar Fokker 100 em Londrina, pois a TABA operou o tipo em Londrina por um curto espaço de tempo, no final da década de 1990.

Texto e foto: Jonas Liasch Filho

Um comentário:

Luis Lopes disse...

Provavelmente o Avião de transporte de passageiros,menos penalizado em termos de ruido.